Este foi um dia bastante especial. As imagens cuidarão de mostrar nossas emoções.
Miró em Campo: Canudos 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Na Trilha das Ararinhas Azuis
Naquela manhã fria de domingo do inverno de MMXI, o Sol, na constelação do Caranguejo, ascendeu sobre um lindo céu nublado, e a família do seu Arara Azul de Lear aproveitou para ficar no ninho até mais tarde. O casal Arara vivia em uma das tocas do paredão de arenito vermelho do Desfiladeiro do Meio. Era uma típica família de araras-azuis-de-lear, com suas virtudes e limitações, como todas as outras famílias que viviam nos paredões da Serra das Araras, no sertão de Canudos.
Seu Arara e dona Arara eram os pais do Ararinha, que já tinha a idade de 10 translações da Terra em torno do Sol. Fazia pouco tempo que o Ararinha começara a realizar seus voos iniciais, sempre sob a supervisão dos pais e das outras aves adultas da comunidade do Desfiladeiro do Meio, que sabiam bem que a melhor forma de viver socialmente é ajudando uns aos outros. O Ararinha era uma avezinha esperta, que dava valor aos ensinamentos dos mais velhos, e naqueles dias estava especialmente feliz, pois a mamãe Arara havia anunciado que estava prestes a por dois ovinhos no próximo equinócio, início da primavera. Em breve viriam duas irmãzinhas, que ele estava ansioso para conhecer.
O Ararinha adorava o raiar do dia, quando via aquela estrela amarela tão bela saindo por detrás da serra no leste, e então a mamãe Arara lhe servia um delicioso desjejum de coquinhos de licuri com mingauzinho regurgitado de murici. Depois, o seu Arara e a dona Arara saiam para colher frutos silvestres, enquanto ele ia para a escolinha da dona Araralina, uma senhora muito respeitada pelas araras da comunidade, onde o Ararinha tinha aulas de canto erudito e popular, educação física, primeiras manobras, identificação de fauna e flora, orientação cardeal e identificação de estrelas. As matérias que o Ararinha mais gostava eram as de voo contemporâneo e planagem contemplativa. Todos os dias, antes do Sol alcançar o zênite, a turminha da escola se reunia para uma deliciosa refeição de fruto de mandacaru, palma ou jenipapo, na sombra de um frondoso e antigo pé de jatobá. Pela tarde, o Ararinha saía para brincar com seus amigos e amigas por ali perto, colhendo frutos e brotos silvestres, brincando de manobras e se refrescando nas cacimbas de água doce, formadas no alto das gargantas apertadas que se precipitavam dos penhascos.
Naquela manhã, dona Arara acariciou seu Arara com o bico, amorosamente, depois foi até a caminha quentinha de palha arranjada com raminhos tenros e cheirosos de alecrim do tabuleiro, onde dormia seu filhote, o Ararinha, e aqueceu-o por um momento sob suas asas. Era muito cedo e uma garoa fina descia das nuvens como um véu alvo e delicado. Dona Arara deu mais um bico carinhoso no Ararinha, e sentiu saudade de seu filhote mesmo antes de deixá-lo. Naquele dia iriam visitar os pais de dona Arara, que moravam no Raso da Catarina, em Jeremoabo, a poucas horas de voo dali, e só voltariam ao entardecer, trazendo o jantar.
O pai do seu Arara, o vovô Ararovaldo, que morava numa toca contígua a deles, ficaria com o Ararinha, que adorava passar as manhãs de domingo em companhia do avô. Dona Arara deixou um bolinho de milho e uns grãozinhos de café prontos para quando o Ararinha acordasse, fez as últimas recomendações ao vovô Ararovaldo, enquanto o seu Arara dava pressa, gralhando sem parar que estavam atrasados:
-Vamos, meu amor! A revoada das seis já está saindo!
Seu Arara, após o habitual alongamento das asas e eriçada nas penas, se aproximou da bela entrada da toca onde moravam, caprichosamente ornada pela brancura das fezes de dezenas de gerações de sua família. Seu Arara tinha muito orgulho daquele trabalho, produzido ao longo de centenas de translações por seus antepassados, e ao qual ele e sua família davam continuidade. Transpassada a abertura, atirou-se ao ar, com a leveza e agilidade que lhe eram comuns. Dona Arara, ainda sem parar de falar, como era o modo das araras, caminhou até a abertura de sua longa e aconchegante toca e também deu uma rápida alongada de asas, eriçou as penas, olhou para a própria cauda por sobre os ombros, e apesar dos seus trinta e cinco anos de sertão, ficou satisfeita consigo mesma, estava com um lindo tom de azul nas penas, próprio de uma arara fêmea amada e saudável. Espiou para fora e viu que as vizinhas já estavam se reunindo para a revoada. Sentiu-se feliz pelo dia que nascia, percorreu com os olhos todos os oito metros de comprimento de sua toca, desde o fundo até a abertura de quatro palmos de altura que dava para o desfiladeiro, o lar estava em ordem para sua ausência, então tornou a olhar para as aves que já revolucionavam no céu, e se lançou de peito aberto no lindo abismo que principiava além de seu doce lar. Planou no ar até a corrente ascendente onde seu Arara planava com o compadre Arariomar e a comadre Ararilindia, na maior algaravia, até que em ordem unida partiu, de per si, como numa coreografia espontânea e atávica, a revoada das seis horas da manhã.
Quando o Ararinha acordou, ficou feliz em ver o vovô Ararivaldo, com quem ele aprendia tantas coisas importantes. Foi logo perguntando se poderiam sair para voar até o pé de juazeiro do córrego seco, como sempre faziam aos domingos de manhã.
Então o vovô Ararivaldo lhe disse:
-Hoje vamos fazer um passeio pedagógico, meu netinho.
-E o que é um passeio pedagógico, vovô?
-É um passeio voltado à aprendizagem, aliado à diversão e à alegria de passear!
O Ararinha adorou a novidade, e ficou muito ansioso, nem queria mais tomar seu desjejum, mas o velho Ararivaldo deu uma boa gargalhada e disse:
-Tenha calma, meu neto. Primeiro você precisa se alimentar. Há o momento pra tudo nesta vida, então coma devagar, sem pressa.
Ao terminar o café, o Ararinha perguntou:
-Vovô... Por que é que o senhor acorda tão cedo?
-Quanto de alguma coisa menos a gente tem, mais a gente aprende a dar valor.
-Do que é que o senhor está falando, vovô?
-Do tempo, Ararinha. Um dia você vai entender. Venha, eu quero lhe mostrar uma coisa.
Então os dois, avô e neto, saíram voando até ganhar uma boa altura no céu.
-Veja, Ararinha, você está vendo aquele grupo de animais? Nós os chamamos de humanos.
-Humanos? E por que eles andam pelo chão?
-Eles não têm asas... São seres menos evoluídos do que nós. Na verdade, eles são um tanto primitivos, meus pais me contavam que há mais de cem translações atrás, eles fizeram uma grande guerra onde hoje é aquele açude grande. Ao invés de se unirem, às vezes eles se destroem.
-Mas por que eles fazem isso, vovô?
-Não se sabe ao certo, Ararinha, mas os mais sábios dizem que é por que eles não são inteligentes o suficiente para evitar, nem têm a capacidade do raciocínio lógico e cooperativo como nós.
-E isso é verdade?
-Talvez... Mas eu acho que eles estão evoluindo. Ao longo de minhas 88 translações, eu percebi que eles têm dado alguns sinais de raciocínio e até de contemplatividade, estes seres humanos.
-E eles cantam, vovô?
-Em geral eles emitem uns grunhidos estridentes, mas eu já notei que em alguns momentos, eles parecem sentir alguma elevação espiritual, através de um momento de distração ou de alegria, ou mesmo de sofrimento. Nestes momentos eles cantam.
-E onde eles estão indo, vovô?
-Eu não sei, talvez estejam apenas fazendo um passeio pedagógico, como nós...
Então os dois riram alegremente; Ararinha achou muita graça da piada do avô.
-Veja, meu neto, perceba como a maioria deles parecem filhotes, enquanto alguns do grupo são adultos... Entre os adultos, estão aqueles quatro que vivem por aqui. Um deles prendeu uma prima minha um dia; ele era caçador, mas agora já tem muito tempo que ele só faz nos deixar em paz, e parece cuidar para que ninguém mais faça o que ele mesmo fez um dia. Isso é um sinal de evolução.
-Veja como eles carregam sua própria água e comida naquelas bolsas que trazem nas costas, e em alguns momentos eu tenho quase certeza de que eles estão aqui apenas para admirar a beleza da nossa serra, por pura contemplação, e isso é um indicativo de que eles têm sensibilidade e são mais inteligentes do que muitos de nós queremos admitir.
-E por que eles estão indo por aquele lugar difícil, vovô, ao invés de voltar pelo mesmo caminho por onde vieram?
-Eu não sei ao certo, Ararinha, mas eu acho que os adultos estão querendo ensinar aos mais jovens, que é preciso seguir em frente, mesmo quando o caminho tem dificuldades e obstáculos. Veja como alguns parecem estar com medo. Mesmo entre os adultos. Para alguns a caminhada parece ser mais fácil, para outros, mais difícil, mas perceba como eles estão se ajudando e apoiando uns aos outros, num trabalho de cooperação mútua, como se fossem mesmo inteligentes. É provável que eles façam isso por instinto... A natureza é muito interessante...
-Vovô, mas por que alguns deles estão sorrindo, enquanto outros parecem estar com medo?
- Acho que os que estão sorrindo estão tentando ensinar aos outros a sorrir diante do desafio. Mas perceba como os adultos estão posicionados nos lugares mais difíceis para apoiar os demais, e assim eles vão se ajudando. A natureza é muito bonita, veja que até com estes seres humanos nós podemos extrair o exemplo de que a colaboração mútua entre elementos de um mesmo grupo é a melhor maneira de enfrentar os obstáculos. Eles poderiam desistir e voltar por onde vieram, mas parecem determinados a vencer seus medos e se superar. É provável que estes seres humanos nem saibam o quanto uma experiência como esta é engrandecedora.
-Por que, vovô?
-Porque o conhecimento é como a semente do milho. Às vezes a semente é boa, mas a estação é desfavorável. Então a semente fica ali, esperando o tempo, até que um dia, o tempo chega, um dia, sem que a gente espere, como num encantamento do céu cai a chuva, que tinha subido como gás, e fertiliza a terra, e a semente fecunda.
-Que bonito, vovô. O senhor pode me trazer outras vezes aqui, para nós vermos os seres humanos?
-Você aprenderá a vir aqui sozinho, meu querido. Pode se tornar um grande pesquisador de seres humanos. Você pode ser tudo o que você quiser, desde que aprenda a entender o tempo que cada coisa tem.
Então, o vovô e o netinho se olharam sorrindo e o vovô gritou:
-Vamos aproveitar este sopro mais forte... Agora!
E no soprar mais forte do vento os dois se lançaram felizes ao céu, sobrevoando a turminha de seres humanos e retomando o rumo de casa. O Ararinha ainda gritou, brincando:
-Bom passeio pedagógico pra vocês, seres humanos!
Escutaram ainda, lá de baixo, alguns dos seres humanos grunhindo, estridentes:
-Olha lá, mais um casalzinho de araras azuis... Que lindo!
-Eu tirei uma foto! Nossa, ficou linda! Vou mostrar pra minha mãe!
Este texto espontâneo é dedicado a Luisa, Lívia, Débora, Samanta, Alexandre, Catarina, Bruna, Gabriel, Lucas, Juliano, Guilherme, Gustavo, Lara, Atine, Gustavo, Ana Lúcia, Luis Fernando, Loli, Paulo, Djalma, seu Carlos, Dorico, Flavio, Caboclo, Tânia, Railan, Eric, Joselina e especialmente a nossa querida coordenadora Gabriela Azevedo, aos pais e a direção do colégio Miró.
Fernando
Cinco e trinta e três da manhã de 25 de julho de MMXI a.D
Expedição Miró Canudos, 22, 23 e 24 de julho
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O Fim de Canudos - Cordel
RUTH FARAH NACIF LUTTERBACK
Para o povo de Canudos
foi Antonio Conselheiro,
embora não tendo estudos,
santo guia missioneiro.
embora não tendo estudos,
santo guia missioneiro.
Usando um camisolão
azul e forte cajado,
caminhava o ermitão
pelo bando acompanhado.
Recuperando as capelas,
construindo cemitérios
acabava com as mazelas
decifrando seus mistérios.
Carregando grande cruz,
milagreiro do sertão
consegue, fazendo jus,
dominar a multidão.
Fazendo-se protetor
de Canudos atrasado,
era, também, professor
e por todos respeitado.
A Terra da Promissão,
por Deus ali prometida,
pregava em cada oração:
garantia para vida!
Não sendo republicano,
reprovava a "lei-do-cão",
preparando o povo insano
para a tal rebelião.
Em jagunço transformado
o sertanejo, na sorte,
por Euclides confirmado:
"é antes de tudo um forte".
Pela sua rebeldia,
foi Canudos atacado.
Alheio às leis da Bahia
havia impostos negado.
Os jagunços e soldados
travam combate renhido:
baixas de ambos os lados;
a fé não faz mais sentido.
Andrade Guimarães fez
um ataque diferente
pra dizimar de uma vez
o arraial e sua gente.
Vindo Febrônio de Brito
com seus soldados valentes,
houve acirrado conflito
e perda de combatentes.
Com pedras, foices, facões,
o bando de revoltosos
enfrentou os batalhões
entre cantos religiosos.
Moreira César tentou
para o governo a vitória.
Bravamente ele lutou
mas morreu sem ver a glória.
Savaget, o general,
assumindo com bravura
o então comando-geral,
quis vingar o linha-dura.
O Conselheiro a rezar,
de tristeza sucumbiu.
O pobre povo a lutar
seu fim chegando sentiu.
Jagunços fracos, cansados,
em seus momentos fatais,
acabaram massacrados
pelas tropas federais.
Recordando lance a lance
sofrimentos e vitória,
Canudos perdeu a chance:
a guerra tornou-se história.
Sendo exumado o beato,
teve a cabeça cortada.
A vitória foi, de fato,
finalmente confirmada.
Esse caso praticado
nestes versos é lembrado:
irmãos em luta renhida
defendendo o solo amado.
A revolta sertaneja
por muito tempo durou.
Desde a oração à peleja,
todo o Brasil abalou.
Euclides em "Os Sertões"
encarou a realidade
das lutas e opressões
passando à imortalidade!
O Livro Vermelho da Fauna Brasileira
Foi lançado em 15 de Dezembro de 2008 no FIEMG Trade Center, em Belo Horizonte (MG), o Livro Vermelho da Fauna Brasileira, iniciativa da ONGs Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação Biodiversitas (FB). Na ocasião foi lançado também, pela FB, a Lista de Espécies Ameaçadas de Minas Gerais. O evento fez parte das comemorações de duas décadas de existência da Biodiversitas, parceira da CI-Brasil.
Resultado da parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação Biodiversitas, o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Brasil – financiado pelo CNPq e Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio) – já figura entre as principais obras sobre zoologia no Brasil. A publicação – que integra a série Biodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) – reúne 282 autores e traz uma compilação de dados sobre cada uma das 627 espécies ameaçadas da fauna brasileira. O livro, que contém 1.492 páginas em dois volumes, contou com um investimento de R$ 280 mil dos órgãos do governo federal, além de uma contrapartida das ONGs no mesmo valor, para uma tiragem de dois mil exemplares.
“Além de ser uma obra com informação científica de qualidade compilada e sistematizada pelos principais zoólogos e ecólogos do Brasil, o livro é também um poderoso instrumento para aplicação de políticas públicas de conservação da nossa fauna. Sabemos quais são as espécies ameaçadas, onde elas ocorrem, quais os principais fatores de ameaça e o que precisa ser feito para tirá-las dessa situação”, ressalta Adriano Paglia, analista de biodiversidade da CI-Brasil.
O livro apresenta uma extensa compilação dos aspectos biológicos, ecológicos, populacionais, de distribuição, principais ameaças e ações para conservação de cada uma das espécies ameaçadas da fauna brasileira, entre vertebrados e invertebrados. A parte geral da publicação traça um panorama sobre a fauna ameaçada do país, o histórico das listas vermelhas no Brasil, a legislação pertinente e as ações do governo e das ONGs para a conservação da biodiversidade brasileira.
“O valor científico e conservacionista de uma publicação desse porte é inestimável”, define Gláucia Drummond, superintendente técnica da FB. “Foram três anos de trabalho que valeram a pena”, completa. Drummond explica que o primeiro passo desse processo teve início quando a lista nacional da fauna ameaçada foi revisada. Naquele momento, os especialistas disponibilizaram o conhecimento existente, já publicado ou mesmo empírico, para a avaliação do grau de risco de extinção das espécies. “Somente com a contribuição de uma legião de parceiros, dentre os quais, os pesquisadores brasileiros, os técnicos do governo, os centros de pesquisa, as universidades, os profissionais da fotografia, o livro pode ser construído e concluído com sucesso”, garante ela.
Contribuidores do Livro.
Texto: Dia 2
Segundo Dia
Depois de um dia extremamente agradável,dormimos mais cedo para encarar o dia seguinte com mais força, e, é claro, bom humor, sentimentos vitais para a nossa experiência que estava por vir.
Acordamos às cinco e meia da manhã com um gostoso abraço de bom dia da nossa querida coordenadora Gabriela, que, junto a Fernando, nosso querido guia, e a amada professora Ana Lúcia, nos acompanharam em nossa linda aventura.
Quando chegamos à sede do Projeto BIODIVERSITAS no deparamos com os guias que iam nos acompanhar durante a nossa escalada, com objetivo de ver a ararinhas azuis, que atualmente estão em extinção.
A princípio, caminhamos em uma areia muito fofa, o que tirou um pouco da nossa energia para a etapa mais delicada, que foi a escalada. Com a ajuda de Fernando, Dorico e Flávio nos equilibramos, mas se não fosse pelo trabalho em grupo o nosso passeio não seria tão produtivo e harmonioso.
Passo após passo, percebíamos que aquilo iria realmente valer a pena, e quando chegamos ao topo tivemos certeza. Toda aquela vista, toda aquela natureza tocou cada um de nós de forma singular.
Para completar tão magnifico passeio, sentamos e comemos ouvindo o canto das ararinhas, que voavam livres, e cada um de nós sentiu-se privilegiado por presenciar tal momento. Tirávamos fotos com a consciência de que aqueles que virão as fotos nunca saberão e sentirão o que sentíamos naquele momento.
Pelo Dia 2
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