domingo, 21 de agosto de 2011

Por que "Favela"?

A origem do nome favela vem da Guerra de Canudos. O povoado de Canudos, que desafiou o governo federal, foi construído perto de um morro chamado Favela, que era o nome de uma planta da região.
Após a guerra em 1897, alguns que voltaram à cidade do Rio de Janeiro deixaram de receber o soldo. Sem condições financeiras, eles se instalaram no Morro da Providência em barracos provisórios. Esse local recebeu então o nome Morro da Favela. A partir da década de 20, as habitações de barracos que se erguiam sobre os morros do Rio de Janeiro passarem a ser designadas favelas.
Por “Dia I”

Antônio Conselheiro – Cordel

Mais que História sertaneja, Conselheiro é Canudos é povo pobre.
Na simplicidade se almeja, liberdade e mil outras coisas nobres.
Temos de combater a desigualdade, com tentativa de libertação.
De construir outra sociedade, sem opressor e sem dominação.

Aparecem no sertão do norte, influenciando as massas populares.
Tempos de pobreza e morte, misérias em todos os lugares.
Rezava terços e ladainhas e a pregar, dava conselhos as multidões.
Estavam a respostas buscar, para suas imensas aplicações.

Movendo religiosos sentimentos, foi ao povo arrebanhando.
Desigualdades como argumentos, as massas sertanejas aumentando.
Falava da nação dividida, duas civilizações separadas.
Antagônicas e em luta renhida, uma rica e a outra sem ter nada.

Ingrata a economia nordestina, e o povo sofrendo na pobreza.
A consciência do povo se atina, e a esperança se vai pra natureza.
A igreja vivia em hostilidade, contra a maçonaria e o positivismo.
Tinha outro adversário de verdade, que era o protestantismo.

Tem a crise grande do algodão, e a seca grande a atormentar.
Se arruína a produção, e vem a fome ao povo matar.
Ideologias conflitantes, não resolviam a situação.
Conselheiro e seus militantes, fizeram em Canudos a comunhão.

Os poderosos da Bahia, fizeram a policia atacar.
Canudos com galhardia, os conseguiu derrotar.
Veio Febrônio já major, com soldados e canhões.
Foi uma derrota maior, e levou Canudos às imensidões.

Chega a terceira expedição por Moreira César comandada.
Foi mais uma decepção, vergonhosamente derrotada.
Para a quarta expedição, mais de 5 mil homens armados.
Tempo e recursos na preparação, projetos dos mais trabalhados.

Barbaria igual nunca se viu, salvaram a honra nacional.
Salvaram Bahia e Brasil, garantiram a hegemonia do capital.
Ficou história e lição, a heróica Canudos foi arrasada.
Outros conselheiros ainda virão, ficou a idéia da Aldeia Sagrada.
Azuir Filho
Por “Dia I”.

Terceiro Dia


No 3º e último dia de viagem, fomos à Velha Canudos, local onde foi travada a tão falada Guerra de CanudosLá nós visitamos a Igreja que pertenceu ao líder do movimento, Antônio Conselheiro, em frente à qual está preservada a legítima que se situava no meio da guerra. Prova disto são as marcas de tiros que se pode encontrar na mesma. Nesta igreja, são guardados os pedaços de madeiras que foram encomendados por Antônio Conselheiro para a construção da igreja maior. Esse material foi entregue há pouco tempo por uma mulher, que os doou após descobrir que o mesmo estava sendo utilizado em uma construção prestes a ser demolida.
Igreja de Antônio Conselheiro
Após visitar a igreja, fomos a um pequeno museu erguido nos anos 80, o Museu Histórico de Canudos, que contém objetos que foram utilizadas durante a guerra como máquinas de costura, ferros de passar roupa, chaves, armas e balas, roupas, panelas, etc. Em frente ao museu, conhecemos a sede do IBS (Instituto Brasil Solidário), que faz trabalho comunitário por várias partes do Brasil inclusive na região de Canudos. 
Museu Histórico de Canudos
Depois da nossa visita, fomos almoçar em um restaurante no qual pudemos desfrutar da famosa carne de bode de Canudos. Em seguida, voltamos para o ônibus onde seguimos de volta à Salvador. 
Para nós, foi uma experiência inigualável, através da qual pudemos adquirir conhecimentos não só sobre história e geografia, mas também sobre a vida.






 Por: 3º Dia - Gustavo Barretto, Gustavo Carballido e Fernanda Góes (revisão)

IBS - Insituto Brasil Solidário

Projeto Vila Canudos/Canudos Velho - BA
Status: em andamento
Execução: projeto modelo permanente




Iniciou-se em dezembro de 2008 o projeto Vila Canudos, envolvendo os municípios de Canudos Velho e Canudos, no sertão da Bahia. O projeto constitui-se por alojamentos preparados para abrigar 10 pessoas, com salão para palestras, consultório odontológico completo, farmácia e consultório médico.
Na parte externa, há uma vila agrícola de 1200 metros quadrados com princípios sustentáveis e orgânicos, com oito canteiros para cultivo de verduras e legumes (comercializados em escala local pela comunidade responsável), viveiro de mudas e 16 canteiros de frutas, além de plantas medicinais. Construída em uma região do semi-árido, toda irrigação da Vila Canudos é feita com uso de água captada das chuvas e armazenada em duas cisternas, além do sistema de reuso da água do alojamento, com uso de detergentes e defensivos orgânicos.
A história da Vila Canudos coincide com a história do IBS em Canudos Velho desde 2000, e a vontade de desenvolver um modelo de projeto piloto, capaz de receber voluntários e estudantes para ações periódicas, servir como base de apoio logístico para se alcançar novas áreas do sertão nordestino e ser fonte de inspiração para outras iniciativas semelhantes, principalmente em escolas apoiadas por todo país.
Em 2007, o IBS entregou a comunidade, ainda, uma biblioteca completa e equipada com computadores e recentemente acesso a internet. Anualmente, é desenvolvida uma festa de natal para a comunidade, aonde crianças e famílias recebem presentes com a chegada do "Papai Noel".
A Vila Canudos é mantida pelo IBS com recursos próprios, projetos envolvidos na região como o Amigos do Planeta na Escola, trabalhos paralelos de arrecadação de fundos (produtos sociais) e doações.
                                               Por: 3º Dia - Juliana Mendes e Mariana Tôrres

Importância da Preservação da Memória

 “A memória é a mente. Por isso, os desmemoriados são denominados: os sem mentes. A alma vivifica o corpo; o ânimo exerce a vontade; quando se recorda, é  memória; quando  julga, é razão; quando espira, é espírito; quando sente, é sentido.”
Isidoro de Sevilha (c.560-636), Etimologias, XI, 1,13.

A preservação da memória cultural de um lugar, seja este um país, uma cidade, ou um simples povoado, é fundamental. Não só para a valorização do mesmo, mas também para a formação da identidade cultural individual e coletiva dos seus habitantes. Todos querem ter orgulho do lugar em que vivem, todos querem ser reconhecidos pela sua contribuição histórica.

Canudos, cidadezinha de pouco mais de quinze mil habitantes, localizada a 410 km de Salvador, possui uma imensa riqueza cultural e histórica, pois foi palco de uma das maiores guerras que a sociedade brasileira já presenciou. Nos primeiros anos de país como República, a luta contra os altos impostos, a miséria e a falta de atenção do Governo Central, comandada pelo líder religioso Antônio Conselheiro, gerou um conflito armado que durou cerca de dois anos, conhecido como Guerra de Canudos.
Parque Estadual de Canudos
Infelizmente, a maioria da população local não possui o conhecimento desses fatos. Preocupados com isso, historiadores e profissionais da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), criaram o Projeto Canudos, visando, além de preservar a memória local, o desenvolvimento de soluções inovadoras para os problemas da população em múltiplos aspectos de sua realidade, quer sejam econômicos, sociais, ambientais, históricos ou culturais.
Memorial Antônio Conselheiro
Em 1986, a Universidade fundou o Parque Estadual de Canudos.  Considerado um “museu a céu aberto”, constituiu-se no teatro principal de acampamentos militares, da presença conselheirista e de violentos combates, abrigando valiosos sítios históricos, arqueológicos e antropológicos. Além disso, em 1997, foi criado o Memorial Antônio Conselheiro, onde estão expostas várias relíquias da Guerra de Canudos. Museu, biblioteca, salão de vídeo, auditório, painéis, mostruários, expositores e um belo jardim compõem o Memorial. 
Fora estas, a UNEB também desenvolveu várias outras ações. Dentre elas, a elaboração do Plano de Desenvolvimento Municipal Sustentável de Canudos, a implantação da unidade de observação de variedades de banana sob cultivo orgânico irrigado, e ainda este ano, está sendo concluído o projeto de construção da cidade cenográfica de Canudos.


                                                                     Por: 3º Dia - Fernanda Góes              
                                                                                                                                                                                                          



Biodiversitas

A definição do status de conservação das espécies da fauna e da flora e a elaboração de listas das espécies ameaçadas de extinção fazem parte da estratégia adotada pela Biodiversitas para subsidiar projetos e políticas de conservação no país.O levantamento, sistematização e especialização de dados biológicos são algumas das ferramentas utilizadas para o monitoramento da biodiversidade brasileira.

Leopardus wiedii :: Luiz Cláudio Marigo
A Biodiversitas iniciou a divulgação das listas vermelhas em 1990 e, a partir de então, a metodologia adotada pela Fundação tornou-se referência em todo o Brasil. Atualmente a Biodiversitas é a responsável pela atualização das Listas das Espécies da Fauna e da Flora Brasileiras Ameaçadas de Extinção.






Projetos da Biodiversitas

Tapirus terrestris :: Luiz Cláudio Marigo

A Fundação Biodiversitas desenvolve projetos em vários estados brasileiros através de estudos biológicos, geológicos, geográficos, sócio-econômicos, históricos e de ecoturismo, entre outros.

Estes estudos são realizados por meio de:

• Pesquisa básica;
• capacitação de pessoal;
• apoio a desenvolvimento de teses;
• inventários biológicos;
• zoneamento;
• ordenamento territorial;
• implantação de trilhas interpretativas;
• projetos de educação ambiental;
• criação e implantação de unidades de conservação;
• desenvolvimento e auxílio a projetos ambientais (governamentais e iniciativa privada).


Fonte.

sábado, 20 de agosto de 2011

Segundo Dia

Mesmo sendo uma mulher forte ela chorara...

Ela chorava pelo medo, pelo medo que me esqueci de ter. A sanidade também havia fugido nessa hora e há única coisa que nos restava era a coragem. Não havia percebido a calamidade do desafio. Fui que fui, e nem me dei conta que... Já estava do outro lado.
Voltando a observá-la, no momento parecia mais calma. Já havia uma multidão a rodeando e suas lagrimas não encontravam mais a face para escorrem. Ela achara que era o fim... Mas era apenas o começo...
Entre descidas e subidas, deslizamentos e caídas, choros e bravura, encontramos o chão, que agora estava feliz em nos reencontrar. E não importava, faça chuva, faça sol, as araras pairavam sobre nossas cabeças com o intuito de se mostrar. Elas queriam se mostrar para seu mais novo publico que tanto lhes admirava.
Reconstituindo forças, voltamos a caminhar. Estávamos tão cansados que o sentimento chegava a transbordar. O grupo se dividira. Os que ainda tinham energia para gastar, guiaram o caminho. Os que se cansaram com a descida assustosa se escondiam no meio campo. E os exaustados, vigiando a reta-guarda.
Há esse ponto já não racionaliza, mas, era movido pelo instinto, e apenas seguia em frente por um objetivo. Seguia em frente para descansar... Exercia-me ao maximo para ter aonde deitar...Andava até meus pés sangrarem, só para descansá-los sobe uma rede confortável.
Ao chegar, era difícil de acreditar. A caminhada chegara ao fim, só restava descansar e esperar os outros chegarem. Tirei a areia que se escondia dentro de meu sapato, que se encontrava totalmente desgastado. Botei água nas feridas, que demorariam se cicatrizar-se, e debrucei-me sobre a rede, tornando-a minha propriedade por algum tempo.
Nem parecia que ainda era o mesmo dia. Pulamos de aventura para conforto, de medo para alivio...
Porque fizemos isso?
Para ser parte de algo. Para sentir algo. Para estar em conjunto com Canudos... Pois o verdadeiro repto foi encontrar ânimo na dor e no desafio. Porque nesta vida só nos são colocados à frente os obstáculos que somos capazes de ultrapassar.
E fizemos isso com grandeza...