Mesmo sendo uma mulher forte ela chorara...
Ela chorava pelo medo, pelo medo que me esqueci de ter. A sanidade também havia fugido nessa hora e há única coisa que nos restava era a coragem. Não havia percebido a calamidade do desafio. Fui que fui, e nem me dei conta que... Já estava do outro lado.
Voltando a observá-la, no momento parecia mais calma. Já havia uma multidão a rodeando e suas lagrimas não encontravam mais a face para escorrem. Ela achara que era o fim... Mas era apenas o começo...
Entre descidas e subidas, deslizamentos e caídas, choros e bravura, encontramos o chão, que agora estava feliz em nos reencontrar. E não importava, faça chuva, faça sol, as araras pairavam sobre nossas cabeças com o intuito de se mostrar. Elas queriam se mostrar para seu mais novo publico que tanto lhes admirava.
Reconstituindo forças, voltamos a caminhar. Estávamos tão cansados que o sentimento chegava a transbordar. O grupo se dividira. Os que ainda tinham energia para gastar, guiaram o caminho. Os que se cansaram com a descida assustosa se escondiam no meio campo. E os exaustados, vigiando a reta-guarda.
Há esse ponto já não racionaliza, mas, era movido pelo instinto, e apenas seguia em frente por um objetivo. Seguia em frente para descansar... Exercia-me ao maximo para ter aonde deitar...Andava até meus pés sangrarem, só para descansá-los sobe uma rede confortável.
Ao chegar, era difícil de acreditar. A caminhada chegara ao fim, só restava descansar e esperar os outros chegarem. Tirei a areia que se escondia dentro de meu sapato, que se encontrava totalmente desgastado. Botei água nas feridas, que demorariam se cicatrizar-se, e debrucei-me sobre a rede, tornando-a minha propriedade por algum tempo.
Nem parecia que ainda era o mesmo dia. Pulamos de aventura para conforto, de medo para alivio...
Porque fizemos isso?
Para ser parte de algo. Para sentir algo. Para estar em conjunto com Canudos... Pois o verdadeiro repto foi encontrar ânimo na dor e no desafio. Porque nesta vida só nos são colocados à frente os obstáculos que somos capazes de ultrapassar.
E fizemos isso com grandeza...
Considerações das professoras: Ana Ramos & Márcia Gabriela.
ResponderExcluirEmbora o texto apresente conotação literária, não fica claro quem é a personagem "mulher". Texto sem autoria, que nos ajude a perceber quem o produziu, revisou e postou.
A subjetividade do texto provocou certo estranhamento nas informações. Que conhecimentos foram adquiridos (além do desenvolvimento de sentimentos) ao longo da trilha? De que forma o trabalho desenvolvido pela ONG foi percebido pelo grupo?
Há ideias hiperbóóóóólicas!